Jack London

Jack London

Jack London

Empreendedor, professor e escritor. Pioneiro na Internet no Brasil, em 1995 criou o site BookNet.com.br, vendido em 1999 e renomeado Submarino, hoje o maior site de comércio eletrônico do país.

Foi o primeiro Presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Professor convidado da Coppead, da FGV, do ITA e da ECEME, já pronunciou mais de 1.200 palestras no Brasil e no exterior, notadamente nas Universidades de Michigan, Warthon e Columbia. Representou o Brasil em diversos fóruns internacionais ligados à Tecnologia e Comunicações. Foi membro do grupo de trabalho que deu origem a atual ANATEL.

Foi conselheiro de diversas empresas brasileiras na área de Internet e foi Embaixador (Ambassador) do Google no Brasil durante os anos de 2006 e 2007. Foi Presidente do Conselho Consultivo da IdeiasNet, holding de investimentos na área da Internet, empresa que hoje faz parte do grupo Eike Batista. É consultor de projetos da CNDL, Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

Através da empresa JIX Comunicações opera na área de digitalização e streaming de conteúdos e imagens.

Foi durante muitos anos colunista da revista Exame e hoje colabora com a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Sua apresentação tem por título Colapso e Estabilidade: uma historia em família

    Todas as gerações que povoaram e povoam hoje a terra acalentam uma eterna ilusão: a idéia da estabilidade, a idéia de que o que existe é perene e que uma vida ou uma época, são realidades constantes.

    No entanto, um país, uma cidade, qualquer aglomerado humano tem em sua base um processo de conhecimento, uma maneira de educar, aprender, transmitir conceitos, valores e emoções, que muda muitas vezes ao longo de uma vida. Todas as maneiras de ser, sem exceção, são resultado de um processo que se sobrepõe a consciência ou aos atos da razão. Ou seja, antes do Cotidiano há os Processos de Conhecimento, há formas de aprender o mundo, ou mais claramente, tecnologias de aprendizado, expressão e formação do ser.

    Os atuais trabalhadores regulares na sociedade da informação do início do século XXI, aqueles que já nasceram no universo digital, agem com relação a suas vidas exatamente da mesma maneira que seus pais e avós agiam: com a certeza de que o que hoje sabem e fazem será sempre o padrão de suas vidas. Que tal se perguntar o que fazíamos há cinco anos atrás, sem o Facebook e o Twitter? Como conseguíamos viver sem as redes sociais? O que fazíamos para acessar conceitos e conhecimentos antes do Google?

    Há quinze anos atrás nenhum destes sites e ferramentas existiam e seguindo a lógica do colapso abrupto de hábitos e sistemas tecnológicos, provavelmente não existirão dentre de mais quinze.

    Não chore, não se desespere, apenas reflita.

    Estruturas empresariais e modelos de negócios devem ter sempre em mente a idéia de que o tempo tecnológico é curto, e tudo em que confiamos hoje será em breve lixo.

    • Internet 2.0? Nada perto da Internet Semântica.
    • Web? Nada perto de peer to peer , vídeos e outros formatos de transmissão de dados e voz.
    • Impressoras a laser? Nada perto das impressoras em 3D.
    • 100 megas de banda larga? Nada perto da Internet Quântica.
    • PCs e Notebooks? Esqueça, pense celular e tablets.

     
    A distância entre o hype e o nada é uma pequena marcação fora do espaço chamada tempo. O longo caminho da humanidade sobre a terra já consome quase cinco milhões de anos.

    A história conhecida, com o registro de relatos, vai da Babilônia e do Egito Antigo aos dias de hoje, aos saltos e colapsos. É uma história de analfabetos, ágrafos e seres que viveram sem utilizar o que chamamos hoje de informação registrada. Se quisermos ser mais dramáticos, a história do homem é a história de milhões de anos de comunicação apenas verbal e 6.000 anos de conhecimento registrado.

    Um dia, você dorme se achando Steve Jobs e no dia seguinte acorda Nabucodonosor.
    A tecnologia é como todos os processos humanos, autofágica e inesperada.

    Tempos fugit, como diziam os romanos, ou se você quiser, numa versão mais moderna, “já era”.